terça-feira, 30 de agosto de 2016

LANÇAMENTO




ESQUADROS... Um livro para aqueles que, rompendo as molduras, as algemas, os viveiros, ousam ser inteiros.

Já a venda no site da PEL! (www.editorapel.com.br)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

ÁGUA E VINHO

Nos olhos azuis, o brilho turvado pelo cansaço
Quebrar molduras, romper Esquadros, libertar-se
Tudo isso tem um alto custo
Em Casa Amarela, bairro pobre e populoso
Era única
Não pela compleição de estrangeira,
Tampouco pelo porte altivo e rosto quadrado,
Mas pela bandeira lá no alto hasteada:
"Eu LUTO".

Nos olhos negros, dias cor de chumbo, escudos
Sucumbir às molduras, podar a própria alma para caber nos Esquadros, desnaturar-se
Tudo isso tem um custo ainda mais alto
Em Casa Forte, bairro rico e glamouroso
Longe de ser única
Era apenas mais uma num exército de iguais
Não por vestir as mesmas roupas de marca de seus pares,
tampouco por dirigir a Range Rover protegida pelos óculos Prada,
Mas pela bandeira a meio-mastro hasteada:
"Eu FUJO".

ESQUADROS à vista! Lançamento: agosto de 2016.

terça-feira, 26 de julho de 2016

ESQUADROS




ESQUADROS


Com felicidade, anunciou: em agosto lançarei meu próximo romance intitulado ESQUADROS pela Editora Palavras, Expressões e Letras - PEL.

Ao ensejo, também aviso: é um livro para aqueles que, libertando-se das molduras, das algemas, dos viveiros, ousam ser inteiros.

terça-feira, 19 de julho de 2016

SE PUDER SEM MEDO


"Se puder sem medo"
Plagiando Oswaldo Montenegro no título 
Sugiro:
Olhe mais para frente, 
Pois só assim se vê genuinamente vida
Ao lado, está a vida alheia 
Atrás, a não mais vivida.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

LEVEZA

Leveza
Essa corrente d'água que substitui o sangue quente das veias;
Essas asas azuis que acariciam nosso rosto afastando a ventania;
Esse chá adocicado e santo que regenera nossos lábios e nos faz deglutir poesia;
Essa avenida vazia e larga onde apenas flores passeiam
Sem rumo, sem agonia.

Leveza
Essa miragem que se desfaz diante da lupa dos dias
É ela que procuro e que me procura
Enquanto seguimos,
Díspares,
Nossas tormentosas trilhas.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

LUTO


As mulheres abrem suas almas
Doam seu sangue
Devassam seus sonhos
Por um homem

Enquanto isso
Dezenas de malditos
Abrem suas pernas
Fazem jorrar seu sangue
Devassam sua carne
Para provar o que a outros homens?

Quão sombrio ainda pode ser o machismo nessa Era de fomento?
O que se há de fazer além de um estampido coletivo em lamento?
Não basta vestir luto:
Lutemos!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

TÃO POUCO




Quando criança,
Tudo o que precisamos para ser feliz
É de uma cabana de pirata no meio da sala.
Dentro:
Duas almofadas,
Um gibi com a metade das páginas,
Um carro de plástico.
O resto do espaço, preenchemos com sonhos
E isso nos basta.

Adultos, crescemos por fora, mas encolhemos por dentro.
Queremos um apartamento com várias suítes,
Mais de cem metros quadrados,
Sala para três ou quatro ambientes.
Dentro:
Cama king size,
TVs de Led,
Clássicos literários
E seres-humanos para nos servirem o café da tarde
Como se não tivéssemos mãos e pernas para buscar o que queremos
O resto...
Que resto? Não há mais espaço.
Tudo queda abarrotado e há um imenso vazio por dentro.

De casa cheia e sonhos ocos,
Nos tornamos adultos
E nos consideramos ricos,
Com tão pouco.